Este artigo retorna a historia social dos afro-americanos para mostrar que
um gueto nao e simplesmente um conglomerado de familias pobres ou um
acumulo espacial de condicoes sociais indesejaveis (privacao de renda, habitacao
precaria, crime endemico e outros comportamentos disruptivos), mas
uma forma institucional, um instrumento de enclausuramento etnico-racial
e poder atraves do qual uma populacao urbana tida como desonrosa e perigosa
e ao mesmo tempo isolada e controlada. Este enquadramento
institucional compulsorio, baseado no confinamento espacial, foi notado
por todos os grandes estudiosos afro-americanos da categoria negro-urbano
no seculo vinte, de W. E. B. Du Bois, St. Clair Drake e Horace Cayton a E.
Franklin Frazier, Kenneth Clark e Oliver Cromwell Cox. A elisao da dimensao
etnico-racial do enclausuramento urbano, no drama academico da
“underclass” do gueto – que emergiu nos anos 80, e que redefine o “gueto”
em termos estritamente economicos – e revelada para expressar a supressao
crescente da raca na pesquisa orientada para politicas, a medida que a “Guerra
a Pobreza” deu lugar a “Guerra ao Bem-Estar Social”.
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