Abstract
1 min readResumo: Objetivou-se abordar os mecanismos de ação de ionóforos e seus efeitos na fermentação ruminal, no consumo e digestibilidade de nutrientes, nas características de carcaça e desempenho de bovinos, bem como, aspectos econômicos e restrições de utilização dos mesmos. Ionóforos são antibióticos que deprimem ou inibem seletivamente o crescimento de microrganismos do rúmen, e, atualmente, os mais utilizados são a monensina, a lasalocida e a salinomicina. Em geral, estes antibióticos alteram o fluxo de íons monovalentes pela membrana das bactérias gram-positivas causando sua lise, e consequentemente, proporcionando alteração da fermentação e dos produtos da digestão microbiana. Estudos mostram que o uso de ionóforos reduz o consumo em dietas com alto teor de concentrado e também em dietas com diferentes teores de proteína, independente do nível proteico utilizado. Além disso, ionóforos são responsáveis por prevenir distúrbios metabólicos e por melhorar o desempenho animal, contudo, estudos mostram que, de forma geral, animais que receberam ionóforos não apresentaram diferenças no rendimento de carcaça, espessura de gordura e área de olho de lombo. A intoxicação de animais por ionóforos pode ainda ocorrer pela má homogeneização da substância no alimento e pela ausência de período de adaptação dos animais. Contudo, de forma geral, independente dos efeitos de ganho de peso ou no consumo de matéria seca, a utilização de ionóforos proporciona melhoria, de aproximadamente, sete por cento na conversão alimentar e, consequentemente, aumento da receita líquida por hectare.
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